O seguro de acidentes de trabalho é obrigatório e, em setores com mão de obra intensiva, é frequentemente o maior custo de seguros da empresa. O prémio resulta da folha de salários declarada multiplicada por uma taxa associada à atividade, e ambos os fatores são geríveis.

1. Rever a classificação de atividade

É o erro mais comum e o mais caro. Empresas com trabalho administrativo relevante são frequentemente classificadas na totalidade pela atividade industrial ou de construção. A separação correta das funções, quando efetivamente existe e é documentável, reduz o prémio de forma significativa.

2. Declarar a folha real e optar por prémio variável

Na modalidade de prémio variável, o prémio é acertado periodicamente com base nas folhas efetivamente declaradas à Segurança Social. Empresas com sazonalidade marcada deixam de pagar o ano inteiro pelo pico de verão.

3. Gerir ativamente as baixas

O rácio de sinistralidade determina a renovação. O acompanhamento clínico próximo, a marcação atempada de exames e os programas de regresso ao trabalho em funções compatíveis reduzem os dias de incapacidade e, com eles, o custo do sinistro.

4. Investir em prevenção documentada

Formação registada, avaliação de riscos atualizada, equipamento de proteção individual auditado e planos de emergência testados são argumentos concretos de negociação com o subscritor. A seguradora reage a evidência, não a intenções.

5. Ir ao mercado com um dossiê técnico

Concorrência real exige informação de qualidade: descritivo da atividade, estatística de sinistralidade a cinco anos, medidas de prevenção implementadas e evolução da folha. Uma consulta bem preparada obtém propostas melhores do que qualquer negociação feita à pressa na semana da renovação.

Nota importante: reduzir prémio nunca deve significar subdeclarar salários. Além de constituir infração, gera redução proporcional das prestações devidas ao trabalhador sinistrado, com responsabilidade direta da entidade empregadora pela diferença.